domingo, 26 de fevereiro de 2017

Budapest

A capital da Hungria é mais conhecida na europa pela quantidade absurda de festas que acontecem por lá, e a cidade transpira isso. Diferente da maioria das capitais do leste, Budapeste se parece mais com algo entre a festa e o caos de Berlin com construções e estilo antigo de Vienna. As diversas pontes gigantescas cruzam o rio que divide a cidade nas antigas partes de buda e peste. No centro mais antigo turistas, mendigos, grupos de adolescentes bêbados são frequentes. A noite a cidade continua muito movimentada e é como qualquer metrópole, diferentemente das outras capitais ao redor da Hungria.  A comida por lá é particularmente interessante, com diversos tipos de Goulash's e pimentões recheados com carne, além de excelentes restaurantes baratos no estilo prato feito que funcionam meio que dentro de açougues, com diversas carnes, conservas e temperos para se escolher. Infelizmente o clima não ajudou e a chuva fina se manteve durante toda a minha estadia, impedindo de conhecer melhor a cidade. Outro ponto que era de meu interesse mas acabei perdendo foi os museus relacionados ao comunismo pelo qual a Hungria passou. Aparentemente o regime foi um dos mais traumáticos no leste europeu e ainda hoje as pessoas de lá são bem fechadas em relação ao que ocorreu....


























domingo, 5 de fevereiro de 2017

Sarajevo

Palco do mais longo cerco na história moderna, foco dos conflitos na guerra dos Balcãs, ponto que marcou o início da primeira guerra mundial (e segundo os habitantes,  também o local que marca o fim do século 20). A capital da Bósnia e Hzergovina possui muitas outras histórias além do sangrento cerco de 4 anos realizado pela Sérbia, e eu as desconhecia até pouco. Apesar de tentar focar nesses outros pontos, as marcas da guerra estão em todas as partes da cidade...

Andando pelo centro, é comum encontrar no chão gotas de tinta vermelha espalhadas. São uma homenagem aos mortos no cerco, as "rosas de Sarajevo", onde morteiros caíram e mataram civis. Durante o cerco a cidade era bombardeada com 400 morteiros diariamente em média, havendo picos de ate mil por dia. Sendo tão recente, a maioria dos prédios ainda tem marcas das bombas de fragmentação em suas fachadas, além de diversos prédios totalmente destruídos mesmo no centro da cidade.

A cidade central é toda baixa, com diversos prédios de no máximo 3-4 andares, e mesquitas em todos os lugares, com os minaretes apontando para o céu. O país possui uma população de 80% muçulmanos, o que explica a presença tão forte de mesquitas, apesar do veu e burca completos não serem frequentes. Um pouco mais para os distritos da cidade é possível ver prédios maiores. São os blocos comunistas, criados durante a época de Yuguslávia. Eles ficam relativamente distantes do centro da cidade e se impõe como toda construção soviética no estilo do realismo arquitetônico, com padrões quadrados, poucos detalhes e muito concreto. Curiosamente a população parece não ter quase nenhum contato com a cultura comunista, se focando muito mais na questão da cultura muçulmana.

Outro detalhe que mostra como a guerra ainda é algo recente é a quantidade absurda de brinquedos, lembranças e souvenir feitos com a casca de projéteis de armas de fogo. Andando pela parte central da cidade é possível encontrar de copos a brinquedos de criança todos esculpidos na casca das balas usadas durante o confronto. Algo levemente perturbador. Em relação a tais memórias, também é fácil ver sobre os horrores da guerra nos diversos museus que existem na região para preservar a memória do que foi feito durante a guerra entre Bósnia e Servia. Peças de armas, partes de construções demolidas, partes de túneis usados para remover refugiados e boa parte da vila olímpica usada por tropas. Todas essas coisas estão presentes como um lembrete do que já ocorreu ali.


Uma das várias Rosas de Sarajevo


Mesquita a esquerda e mercado central a direita

Os minaretes e topos das mesquitas  são vistos em todas as partes da cidade


Ao longe, prédios modernos começam a aparecer

Centro da velha cidade, Bacaricia


Ponte onde foi assassinado o outro Franz Ferdinandi


Marcas de explosões aparecem em diversas fachadas

Monumento às crianças mortas no cerco



Mercado de latão e bronze






Hotel em ruínas a beira da cidade



Pista de bobsled usada como ninho de snipers

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dresden

Capital da região chamada Saxônia e famosa por sua escola de artes (que não aceitou Hitler como estudante em sua adolescência), essa cidade foi completamente destruída pelas forças aliadas nos anos 40. Hoje em dia o centro histórico foi totalmente reconstruído nos moldes do que era antigamente (o processo de reconstrução ainda está ocorrendo em alguns locais), mas é impressionante ver como isso é recente. A reconstrução começou depois de 2005 e a maioria dos habitantes da cidade estranha todas as estruturas antigas no centro. Boa parte desse centro havia sido deixado como ruínas, um memorial a destruição que a guerra trouxe, e a maioria dos cidadãos cresceu com toda a área central tendo sido somente tais ruínas a vida toda. Com a reconstrução no estilo antigo, é estranho ver todos aqueles prédios "novos" feitos para parecerem extremamente antigos.
Além disso, ao redor do centro histórico se estende a cidade nova, bem mais moderna e contrasteante com o centro histórico. Apesar disso Dresden ainda é uma cidade relativamente pequena, o que não impede de ser um dos pólos de tecnologia e cultura da Alemanha.

A cidade velha além do rio Elba

Vista em direção a cidade nova ao pôr-do-sol



Rua principal da cidade velha lotada de turistas e restaurantes

"Castelo" principal no centro da cidade

As alas atualmente são museus diversos e escolas de arte



Um dos palácios centrais com o pátio interno totalmente coberto por um domo.